quarta-feira, 23 de junho de 2010

Proba bimestral de Língua Portuguesa

PROVA BIMESTRAL DE LÍNGUA PORTUGUESA
Instruções para realização da prova: responder à caneta(incluído a redação) ; sem consulta; sem rasuras; usar o rascunho para fazer a redação,depois passar para a prova
Nas questões de 1 a 3 complete com: a) metáfora ; b) comparação; c) antítese; d) anáfora; e) hipérbole; f)aliteração
1. ( b) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados. “ (Cecília Meireles)
2- ( e) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões)
3- ( f )“Olha a bolha d’água, no galho,
Olha o orvalho!” (Cecília Meireles)
Nas questões de 4 e 5 assinale a alternativa correta:
4- Sabendo que os verbos podem ser conjugados no presente, pretérito ou futuro, e que podem pertencer à 1ª/2ª/3ª conjugação, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
a) Na frase “Você é um bom aluno.” O verbo em destaque está no presente do indicativo.
b) Na frase: “Só sei que nada sei”.Os verbos estão empregados no pretérito imperfeito.
c) No trecho: “...mas não vejo a fé. E por que não aparece a fé nesta casa?.” - há dois verbos e estes estão empregados no pretérito perfeito do indicativo.
d) Na oração: “Eu o direi ao dono dela” o verbo está empregado no pretérito imperfeito do pretérito.

5-Sabendo-se que verbo é a palavra que indica ação, estado e fenômeno
da natureza e que sofre muitas flexões na sua conjugação. Observe os verbos e
assinale a alternativa que está CORRETA:
a) Na frase “É preciso ter esperança.” Os verbos estão no pretérito perfeito do indicativo.
b) No trecho: “... estes furtam e enforcam” - os verbos destacados estão
empregados na 3ª pessoa do plural.
c) Se o verbo da oração: “... a quem os reis encomendam os exércitos” - fosse
empregado no pretérito imperfeito do indicativo ficaria assim: “... a quem os reis
encomendariam os exércitos”.
d) Na oração: “... os que cortam ...” o verbo destacado está na 1ª pessoa do plural.
e)Se o verbo da oração: “Eu o direi ao dono dela” estivesse empregado no pretérito perfeito ficaria assim: “Eu o diria ao dono dela”.

6-Sabendo que os modos dos verbos são: indicativo, subjuntivo e imperativo, classifique as frases:
a) Eu estudo geografia._indicativo b) Limpa a cozinha, Maria. imperativo c) Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro._subjuntivo

7- Assinale a alternativa que não faz parte do Classicismo:
a)( )Antropocentrismo: o homem como o centro do Universo;
b)( )Críticas as explicações e a visão de mundo pautada pela religião;
c)( )Racionalismo: valorização das explicações baseadas na ciência;
d)(x )Teocentrismo: Deus como centro do Universo;
e)( ) Busca do equilíbrio, rigor e pureza formal;

8- Camões em alemão

"Nas pequenas obras líricas de Camões encontramos graça e sentimento profundo, ingenuidade, ternura, melancolia cativante, todos os graus de sentimentos mais debilitados, indo do prazer mais suave até o desejo mais ardente, saudade e tristeza, ironia, tudo na pureza e claridade da expressão simples, cuja beleza não podia ser mais acabada, e cuja flor não podia ser mais florescente. Seu grande poema, "Os Lusíadas", é um poema heróico no pleno sentido da palavra. Camões tira do poeta Virgílio a idéia de um poema épico nacional que compreenda e apresente, sob a luz mais fulgurante, a fama, o orgulho e a glória de uma nação desde suas mais antigas tradições."

(Esse trecho foi extraído do curso de Friedrich Schlegel (1772-1829), conceituado filósofo romântico alemão, sobre história da literatura européia, e publicado no Caderno Mais da Folha de São Paulo, em 21 de maio de 2000.)

Tendo em vista o texto acima, seria incorreto afirmar que:

a) em Os Lusíadas, Camões resgata alguns episódios tradicionais portugueses.
b) em Os Lusíadas, Camões invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, a fim de que lhe dêem inspiração na construção deste seu poema heróico.
c) em Os Lusíadas, Camões canta a fama e a glória do povo português.
d) em Os Lusíadas, Camões narra a viagem de Vasco da Gama às Índias, sendo este navegador o grande herói português aclamado no poema.
e) em Os Lusíadas, Camões dedica o poema a Dom Sebastião, e encerra tal obra um tanto quanto melancólico diante da estagnação cultural portuguesa.

9- Observe os quadrinhos e responda:







SOUZA, Maurício de. [Chico Bento]. O Globo, Rio de Janeiro, Segundo Caderno, 19 dez. 2008, p.7.

O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumente chamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala, essa tipicidade é confirmada primordialmente pela:
(a) transcrição da fala característica de áreas rurais.
(b) redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais.
(c) emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial.
(d) escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos.
(e) utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas.

10- No Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, qual a justificativa que o Anjo apresenta ao aceitar o Parvo em sua barca?


O Anjo aceita o Parvo, por este não ter maldade.

Redação: Redija uma Crônica , dentro do padrão da norma culta da escrita da língua portuguesa, o tema é livre. Máximo de 30 linhas

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Livros que mais caem no vestibular


Agora, confira a lista para o vestibular 2011. Desde as provas de 2007, a Fuvest (vestibular que dá acesso à Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade de Campinas) unificaram sua lista de livros. Assim, as obras abaixo valem para os dois vestibulares. Confira e comece a se preparar!

“Auto da barca do inferno” - Gil Vicente
“Memórias de um Sargento de Milícias” - Manuel Antônio de Almeida
“Iracema” - José de Alencar
“Dom Casmurro” - Machado de Assis
“O Cortiço” - Aluísio Azevedo
“A Cidade e as Serras” - Eça de Queirós
“Vidas Secas” - Graciliano Ramos
“Capitães da Areia” – Jorge Amado
“Antologia poética” (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Game da reforma ortográfica


Meus queridos alunos,
Este é um joguinho que diverte e ao mesmo tempo, instrui.

Vale a pena jogar.

Acesse:
http://www.fmu.br/game/home.asp

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Não haverá aula esta semana

Queridos alunos,
Esta semana não haverá aula, por causa da reforma do prédio da escola.
Abraços,
Profª Marcia Kennusar

domingo, 30 de maio de 2010

Metamorfose do pavão- Julya de Angelis


Havia um pavão que vivia triste, encolhido pelos cantos, mergulhado em seu pranto. A razão de sua mágoa era ser desengonçado. Assim, todos zombavam dele. Andava sempre acompanhado de seu único amigo: o coelho,que também não era o mais respeitado da floresta.Eram amigos fiéis.
Certa vez, o pavão descobriu que tinha lindas penas coloridas, então empinou-se e mostrou-se para todos, andando para cima e para baixo na floresta. Todos ficaram espantados e perguntavam-se: _Quem era aquele animal novo na floresta?". Todos passaram a admirá-lo e assim , ele esqueçeu de seu melhor amigo: o coelho que estava sozinho e triste.
Mas, como um estalo, o pavão percebeu que estava fazendo o mesmo que os outros haviam feito com ele; ignorando , seu melhor amigo.Então, decidiu pedir desculpas para o coelho, seu verdadeiro amigo.

Moral da história: Valorize aquele sempre que sempre esteve com você, principalmente nos piores momentos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Classicismo




Introdução

O classicismo é um movimento cultural que valoriza e resgata elementos artísticos da cultura clássica (greco-romana). Nas artes plásticas, teatro e literatura, o classicismo ocorreu no período do Renascimento Cultural (séculos XIV ao XVI). Já na música, ele apareceu na metade do século XVIII (Neoclassicismo).


Características do Classicismo:

- Valorização dos aspectos culturais e filosóficos da cultura das antigas Grécia e Roma;

- Influência do pensamento humanista;

- Antropocentrismo: o homem como o centro do Universo;

- Críticas as explicações e a visão de mundo pautada pela religião;

- Racionalismo: valorização das explicações baseadas na ciência;

- Busca do equilíbrio, rigor e pureza formal;

- Universalismo: abordagem de temas universais como, por exemplo, os sentimentos humanos.


Principais representantes do Classicismo dos séculos XIV ao XVI:

- Na literatura destacou-se o escritor português Camões, autor da grandiosa obra Os Lusíadas. Podemos também destacar os escritores: Dante Alighieri, Petrarca e Boccacio.

- Nas artes plásticas, podemos destacar: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio, Andrea Mantegna, entre outros.

Principais representantes do Neoclassicismo na música do século XVIII:

- Wolfgang Amadeus Mozart
- Joseph Haydn
- Ludwig van Beethoven

Luís Vaz de Camões




Expressão acabada das glórias de sua terra e do homem renovado pela Renascença, Camões consolidou a língua portuguesa e conferiu-lhe amplitude, aptidão e maleabilidade capazes de abarcar motivos de significado nacional e universal ao mesmo tempo.
Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa em 1524 ou, para outros, 1525. Sua família era de pequenas posses, mas freqüentava a corte ou ocupava cargos importantes, como o do tio que era prior do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde o poeta teria feito o curso de artes. Graças a esse começo se firmaram as bases de sua sólida formação cultural, que levou Wilhelm Storck a chamá-lo "filho legítimo do Renascimento, e humanista dos mais doutos e distintos de seu tempo".

De 1542 a 1545 parece ter morado em Lisboa, vivendo as primeiras paixões amorosas e dificuldades com o meio. Não se sabe com certeza por que foi forçado a trocar a capital pelo desterro no Ribatejo, mas por volta de 1547 se alistou no serviço militar e seguiu para o norte da África. Em combate perto de Ceuta, no Marrocos, perdeu o olho direito. De volta a Lisboa em 1549, conviveu um tanto com a nobreza, outro tanto com a noite das ruas e dos bordéis. Impetuoso, em 1552 feriu à espada um cavalariço do rei e foi condenado a um ano de prisão.
Após o indulto de D. João III, em março de 1553, Camões partiu para a Índia. Pouco parou em Goa: participou da expedição ao Malabar e talvez de um cruzeiro contra navios turcos no mar Vermelho. Sua estada em Macau, no cargo de provedor dos defuntos e ausentes, mais ou menos de 1556 a 1558, não é tida como certa. O que não se põe em dúvida é que, em viagem às costas da China, naufragou nas proximidades do atual Vietnã, salvando-se a nado com o manuscrito de Os lusíadas já bastante adiantado. Esteve ainda na Malásia e retornou a Goa, quando de novo teria sido preso, desta vez por dívidas. Mais tarde viveu em Moçambique, onde Diogo do Couto o encontrou "tão pobre que comia de amigos".

Com o favor desses amigos, o poeta em 1569 regressou a Lisboa. Bateu-se, então, pela publicação de Os lusíadas. Em 1571 a Inquisição lhe outorgou a licença requerida e a obra, depois de censurada, teve em 1572 sua primeira edição. No mesmo ano, o rei D. Sebastião lhe concedeu a tença de 15 mil réis, quantia sobre cujo valor há muita discussão mas que a maior parte dos estudiosos julga insignificante, ainda mais que lhe não foi paga com regularidade. Os últimos anos foram portanto de miséria e de "austera, apagada e vil tristeza".
Caracterização geral. Além de Os lusíadas, só três ou quatro poemas de Camões foram publicados durante sua vida. A maior parte da obra lírica, tal como os autos e as cartas, permaneceu inédita. A tarefa de identificar e reunir esse material precioso, a que a celebridade e grandeza do prodígio épico emprestavam aura de objeto de devoção, mobilizou muita gente, ao longo de largos anos.